Soneto serpentil

Sensações sãs se insinuam suavemente
como solenes sonhos sóbrios qu’sonho
sem d’scansar. Entre preces, peço à mente,
à pressa, que de mim o sonho, inconho,
 
separe, e cesse o ciciar sem fim
dessa sensação sem si que, insincera,
me alicia e desassocia de mim,
dissimula e simula o qu’ser pudera.
 
Sente-se saudade do real que adoece
face à ficção nociva que se tece.
E tento: oponho esse sonho medonho
 
que ofusca a busca da sinceridade,
sem saber ser sem sensibilidade.
Mas saberei se não sou eu o sonho?
16.01.2017
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