Sou eu toda uma natureza

O vento não mais sopra;
o perfume dos ramos verdejantes
não mais transforma o meu peito
num escravo do seu aroma ludibriante;
o leve salpicar da nascente
fresca e cristalina
não mais atina
a minha alma doente
com a sua leveza
e tranquilidade fluente;
o chilrear musical
do colorido pardal
que voa através da natural
viração quente da tarde
sob o brilhante véu
do azul céu
não mais canta ou pia
ou vibra nas cordas
do coração apertado
que suavizam a dor
da pele cortada.

08.06.2016

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