Tempo perdido

O tempo perdido
nunca é esquecido
e há que ser vivido,
ainda que não seja no corrido
fluído das recordações.
14.06.2016
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Portugal

                                                                                                           A todos os que foram e são,
                                                                                                           e àquele que foi e já não é.

 

Portugal,
Pátria Da Glória,
De Gloriosos Feitos E Mundos!
O Mundo Que És Tu Ficou Na História
E Deu Novos Mundos Ao Mundo!
No Fundo, A Tua Essência Predomina!
A Tua Magnificência Inunda E Atina
O Próprio Mar Tenebroso Que A Ti Pertence!
Pois A Grande Coragem Do Teu Espírito
A Qualquer Tempo Tempestuoso Prevalece
E Tudo Vence!
Mofina Alguma O Desatina!
Oh!, Grande Pátria!
Que Grandes Génios E Feitos Ao Mundo Não Mostraste!
Quantas Histórias De Glória Não Contaste!
Quanto Prestígio Merecido Não Alcançaste!
Em Quantos Peitos Queimado Não Deixaste
O Amor À Casa Que Criaste!
Portugal!

portugal,
pátria do passado esquecido.
génio há muito perdido,
apenas relembrado nos cantos
daqueles que, entre prantos, foram abatidos
pelo real casal do desinteresse e ignorância
que governa agora este paraíso perdido.
a história não se lembra agora
senão dos tempos temporais.
o mar que antes transbordavas leva agora a nau a ver os corais.
a boa e certa hora
da mudança há muito já passou.
ehhh ufff…, tacanha pátria,
a que tão maiores alturas te poderiam alçar
os que nos seus ombros, com suor e sangue de palavras, te decidiram suportar…
a imortalidade que poderias na mão agarrar se a ti e aos teus decidisses respeitar…
sem no olvido ter que debruçar.
sem pelo tempo perdido ter que chorar.
portugal.

portugal
patria sem mais remedio
poderias ter sido grande
mas pelo medio optaste
o conquistador que foste
ninguem to pode tirar
mas como que pareces estar satisfeito
es agora o tedio somente
daquilo que poderia ter sido
a ultima oportunidade se escapo-
se sufocou a vontade e dignidade
pelos novos e velhos gigantes da euro-
olvidada patri-
tudo o que poderias ser
nao mais o podes
decidiste esquec-
quem te alçou ao pódi-
o coração o seio o genio a desaparec-
portu-

10.06.2016

Escultura das palavras

Cair na repetição
e saber de antemão
que nada de novo
se irá encontrar.

Na monotonia das palavras,
dos gestos, da vida,
que se desenrola, esculpida,
na pedra lisa e polida
do tempo.

Estar encurralado,
cercado por um turbulento
remoinho de monotonia
que me suga
e, lento,
faz sentir na alma o desalento
que descrevo no momento
fluente da tinta do sentimento.

Todo o tempo, parado,
é imortalizado
na sempre em mudança
escultura das palavras.

10.06.2016

The Pieces

Once you have all the pieces
it all comes down to revelation,
but as soon as you lose yourself
the biggest piece is missing
and all the other pieces
lose their pulsation,
die of starvation
and fade away.

10.06.2016