Concerto de sangue

As cordas da alma vibram
como as cordas de uma guitarra.
Entoam cá dentro como um musical
de sentimento e pensamento.
 
Toda a letra é nota,
toda a palavra um ritmo,
cada verso uma melodia,
tudo o que escrevo sou eu.
 
Começo a cantar,
dançar nas linhas que sangro,
pensar na sinfonia
de sentir,
e sentir no corpo a alegria
de poder relaxar, um dia.
 
As articulações de pensamentos
movem-se com alento
e manifestam-se, explodem
na cabeça, na mão, no tempo.
 
Toda a letra é carne,
toda a palavra um membro,
cada verso um orgão,
tudo o que escrevo sou eu.
 
Tudo se derrama e entope,
e esta triste chama
é tudo o que me move.
 
Coração de palha,
alma de lava,
escorre e incendeia
e tudo lava.
 
As pulsações das palavras
são tudo o que me resta,
e todas me prestam
o auxílio de que necessito.
25.05.2016
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