Ninguém vê

Um homem parado,
no meio do nada
da cidade,
não espera por nada
nem ninguém.

Um poste de luz,
agora fundido,
abaixo do qual se esconde o homem,
arrasta consigo a sensaboria
de um dia cinzento, vagaroso, perdido.

Ninguém vê! Ninguém vê!

Com todo este manto
de névoa cobrindo a cidade,
se sente mais que nunca o pranto
de alguém desesperado,
incapaz de ver o que a vida lhe reserva.

Ninguém vê! Ninguém vê!
Ninguém! Vê!
Ninguém!

16.05.2016

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