A calma da criação

Peso…
Mas… Peso?
Peso!? Que peso!?
Terei eu que me sentir preso
a algo que não me prende?
Terei eu que me sentir repeso
por algo que não depende
de mim?
Terei eu que apagar
a chamada de algo aceso
de maneira a sair ileso
de um iminente fim?

Não é isso que esta alma defende,
e, lutando contra algo que tende
a ser autoritário, acende e reacende
a chama espontânea, que flui
na tinta derramada de forma organizada
nas palavras que escrevo,
indiferente, tranquila,
que se rejubila
na criação da alma,
e destila de tudo
o significado mudo
que poisa na sua palma.

Tudo é engolido
na calma da criação.

16.05.2016

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